Ficar um ou dois dias sem ir ao banheiro pode ser normal para algumas pessoas. Mas, para outras, a constipação é um tormento diário, com semanas sem evacuar, uso abusivo de laxantes e dores abdominais. Quando a dieta, a água e os remédios não funcionam mais, podemos estar diante de um caso cirúrgico.
A cirurgia para constipação é exceção, não regra. Ela é reservada para casos graves onde o intestino perdeu a capacidade de funcionar (Inércia Colônica) ou tem alterações anatômicas severas.
Causas que podem levar à cirurgia:
- Inércia Colônica: Os nervos e músculos do intestino grosso param de funcionar. O trânsito “para”.
- Megacólon / Dolicocólon: O intestino é excessivamente longo ou dilatado, fazendo as fezes ficarem presas em “curvas” e dobras, secando e formando fecalomas.
- Obstrução de Saída: Problemas no reto ou assoalho pélvico que impedem a expulsão (como a retocele).
Antes de operar, realizamos exames complexos (como tempo de trânsito colônico e manometria) para ter certeza do diagnóstico. A cirurgia pode envolver a remoção de parte do intestino (colectomia) para encurtar o caminho e facilitar a evacuação, devolvendo a qualidade de vida ao paciente.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Eduardo Godoy
Cirurgia geral | Videolaparoscopia
CRM: 181262 | RQE 129819